Amor líquido e o amor de Deus
Ivan Tadeu Panicio Junior
Zygmunt Bauman é considerado hoje um dos sociólogos mais influentes do mundo. Professor emérito de sociologia na Universidade de Leeds, na Inglaterra, e na Universidade de Varsóvia, Polônia. Publicou um livro por título “Amor líquido” (Sobre a fragilidade das relações humanas, publicado pela Zahar). A tese de Bauman é que vivemos em um mundo líquido, que dispensa tudo que é sólido, durável, que não se ajuste ao uso instantâneo, nem permita facilmente a mudança.

Ele destaca a ainda uma outra característica da sociedade que vivemos no presente, que é a Filosofia do Aluguel e do Descartável ou Rotativo. Existem pessoas que não querem comprar imóvel, pois quando quiserem mudar de bairro ou de cidade, basta rescindirem o contrato e mudarem. Outras vivem trocando de celular, de carro, de grupos, de famílias, etc.

Essa situação chegou ao ponto de algumas pessoas não se relacionarem por medo de serem abandonados ou feridos, sabendo desta inconstância generalizada. Tudo isso, é projeção desta sociedade líquida.

Percebemos com tudo isso que os relacionamentos duradouros, a fidelidade e longevidade ao lado de uma pessoa ou até mesmo a fidelidade e permanência numa instituição estão com os dias contados, conforme a filosofia da sociedade atual. E você, como tem administrado esta filosofia?

Martinho Lutero nos adverte que “o amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado, mas cria o que vale a pena ser amado”. Esta frase de Lutero chama a atenção, pois nesta sociedade que hora falamos, é do capitalismo, do utilitarismo, do imediatismo, do consumismo. Firma-se no que vai render alguma coisa. Ou seja, tudo que gera lucro vale a pena, o que não, é descartado. Mas graças a Deus que o amor divino não mantém esta linha. Ele nos aceita sem valor nenhum, e nos faz portadores de um grande valor espiritual.

E a nós, o que resta? – Bem, acredito que não devemos esperar pessoas melhores ou prontas, devemos caminhar com elas rumo à maturidade, visando descortinar suas visões limitadas e desfocadas. Lembrar também que o amor não é um caminho de satisfação, mas de transformação e realização. Quem casa para ser feliz, começou errado. Pois só somos felizes, quando estamos dispostos a fazer o outro feliz. Essa é a lei da semeadura. E cabe a nós, pouco a pouco rompermos com este circuito.

Ed René Kivitz disse certa vez: “O amor líquido é uma falsificação do amor sólido. O diabo não precisa semear o ódio, que a maioria rejeita; basta semear o amor líquido” (Artigo Amor líquido). De forma suave e disfarçada as artimanhas luciféricas estão sendo disseminadas e precisamos nos atentar para isso.
Carinne, Madame de stael disse: "O amor é o símbolo da eternidade. Apaga todo o senso de tempo, destruindo toda a memória de um começo e todo temor de um fim". É isso que Cristo veio fazer em nós e para nós. Romper com o linear do tempo, nos fazendo desfrutar de gostas da eternidade já no tempo presente, já que Ele, Deus, é atemporal. Por mais que o homem trabalhe, nunca poderá obter o que Jesus conquistou por nós. Goethe disse: "O amor concede em um momento, o que o trabalho não poderá obter em uma era". Não se engane, o dinheiro não compra tudo. E no final o que vale é o amor sólido.

Por mais estranho que pareça, a arma mais forte contra a maldade humana não é as bombas nucleares, o poder dos ditadores, as estratégias mundiais de segurança, os complexos penitenciários, nem qualquer outra obra de engenharia altamente sofisticada, mas o Amor.

Roberte Browning expressa o seguinte: "O amor altera e enobrece as coisas”. Há ainda outra expressão: “Se queres ser amado, ama” (Ecato, fragmentos, 650 A.C.). Bastante obvio, mas infelizmente, coisas obvias estão perdendo o sentido numa sociedade complexa.

Diante de todas as nossas fraquezas humanas, uma grande alegria e esperança nos resta, conforme Philip Yancey (Livro: “Maravilhosas Graça”) coloca: “Não existe nada que você possa fazer para que Deus te ame mais, ou para que te ame menos.” Aprendemos que Deus sempre nos ama da maneira e quantidade certa, a melhor e maior, com toda a sua essência.
Lembremos do texto de Jeremias 31.3: “Há muito que o SENHOR me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí.”.
1º O amor de Deus é eterno;
2º O Amor de Deus é sem reservas;
3º O Amor de Deus não é interesseiro;
4º O amor de Deus não é egoísta;

João, na sua primeira carta 4.19 diz: “Nós o amamos a ele porque ele nos amou primeiro. Não há méritos em nós. Só amamos porque ele iniciou este circulo amoroso.

Concluo narrando uma história muito linda. Diz que certo menino, havia feito um barquinho de papel, muito bem feitinho reforçado e fora brincar na água da chuva em frente de sua casa. Devido a correnteza que descia na sua rua seu barquinho foi sendo levado, levado, até que entrou pelo bueiro. O menino triste correu para casa e comunicou a seu pai o ocorrido, o qual tentou lhe consolar, dizendo que poderia fazer outro e tudo passaria. No outro dia, pela manhã fora passear com seu pai no centro da cidade e passando na frente de uma loja de brinquedos daquela humilde cidade, olhou na vitrine e deu um grito: É meu baquinho pai! – O pai perguntou se tinha certeza sobre esta afirmação e o menino falou que conhecia seu barquinho, pois havia sido ele mesmo que fizera. Sem demora pediu ao pai que voltassem em casa para que pegasse suas economias e fazendo isso retornou à loja. Chegando na loja pediu o barquinho, perguntou o valor, tirou toda a sua economia e pagou pelo barquinho. E então com o barquinho no colo de forma carinhosa disse: Barquinho, agora você é duas vezes meu, primeira porque eu te fiz e segundo porque eu te comprei.

Esta história revela a minha e a sua situação. Fomos criados por Deus, mas, certo dia nos perdemos nos bueiros da vida. Mas Jesus tomou todo o valor que tinha - sua vida - e veio para nos comprar. E hoje pode dizer, que somos duas vezes Dele.

E você, pode dizer que é duas vezes Dele? Se sim, agradeça. Se não, ore entregando a sua vida.

 
“Os Estabelecidos (insiders) e os Outsiders”
Ivan Tadeu Panicio Junior
O livro de Norbert Elias & John L. Scotson (2000) , intitulado “Os estabelecidos e os Outsiders”, narra no primeiro capítulo, uma pesquisa realizada em uma comunidade chamada “Winston Parva”, onde haviam uma rivalidade entre dois grupos aparentemente homogênios. De um lado os residentes mais antigos do bairro, chamados de estabelecidos, e do outro, os recém chegados, que por mais esforço que fizessem, não eram aceitos na coletividade dos estabelecidos. Os motivos destacados pelo grupo estabelecido para não aceitar a infiltração dos recém chegados (outsiders), eram baseados em suma pela ameaça do monopólio das fontes de poder, ameaça contra o carisma da coletividade construído durante três gerações e pelo medo de serem rompidas as normas grupais construídas. Diante desta rivalidade de grupos, os estabelecidos, intitulavam os outsiders de sujos, contaminados, tanto pela anomia, como pela sujeira propriamente dita. Os estabelecidos se intitulavam de seres “melhores”, uma raça superior, portadora de uma capacidade acima.

A pesquisa concluiu que, por baixo dos “escombros de um guerra fria” visando manter o monopólio do poder e privilégios na sociedade existente dos estabelecidos, haviam barreiras emocionais, que eram solidificadas e de difícil dissolvência, já que não haviam diferenças de raça, cor, economia, etnia. Ambos os grupos eram parecidos fisicamente olhando-se de fora, mas, intrinsecamente, opostos. E devido este estigma por parte dos estabelecidos, os outsiders, começaram a receber este efeito em sua auto-imagem, enfraquecendo-se e desarmando-se, a ponto de parte de seu grupo, agirem conforme os rivais ditavam. A rebelião e a revolta por parte do outsiders eram armas de combate a exclusão, mas que nada adiantavam no embate de poder contra os estabelecidos. E concluiu-se também, que no passar do tempo, por menor que fosse as disparidades existentes entre o dois grupos, ainda ficara gravado, os estigma de inferioridade nos outisiders e o pré-conceito dos estabelecidos em sua geração.

Reflexão:

Vemos aqui uma rivalidade entre dois grupos que tinham tudo para se darem bem, mas viviam em bases excludentes por motivos pouco plausíveis.

E nós, será que não estamos procedendo da mesma maneira com nossos semelhantes? Porventura, não estamos estigmatizando, rotulando e excluindo aqueles que por um motivo ou outro não se enquadram dentro das normas subjetivas construídas pela fixação do tempo em nosso grupo? Qual o preço de perdas, pela guerra de poder grupal? Qual o objetivo final desta rivalidade que infelizmente tenta se estabelecer entre nós? Se por um momento, pararmos para analisar nossas grupos de louvor, não veremos rivalidades entre eles? E entre grupos de visitação, evangelismo e demais departamentos, seria possível afirmar a inexistência desta rivalidade?

Acredito ser oportuno, parar para refletirmos sobre nossos comportamentos e valores, em relação aos outro. É possível perceber que pessoas novas quando chegam num local como à Igreja, na escola, no trabalho, levam tempo para serem incluídas num grupo. Sabemos que é normal haver certo tempo pelo motivo de adaptação, mas quando isso se estende de forma exagerada, trata-se de um problema no grupo. Sabendo que marcas profundas ficaram nos grupos estabelecidos (insiders), que um dia poderam se tornar outsiders e nos outsiders que poderam transformar-se em insiders. Não estamos isentos de uma metarmofose, o “mundo dá voltas”.

Deus na sua essência não faz acepção de pessoas, pois em Romanos 2.11 está registrado: “Porque, para com Deus, não há acepção de pessoas”. Tiago orienta assim: “Meus irmãos, não tenhais a fé de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, em acepção de pessoas” (Tiago 2.1). Tiago continua: “Mas, se fazeis acepção de pessoas, cometeis pecado, e sois redargüidos pela lei como transgressores” (Tiago 2.9).

Deus nos ensina que aborrece o pecado do homem, mas não o rejeita. Deus sendo Soberano teria toda a autonomia para nos rejeitar, mas não o fez mesmo diante de nossos pecados. Deus nem mesmo se irrita pelas nossas diferenças em relação a Ele, no modo de pensar ou agir. Que Deus nos acrescente a capacidade de fazermos a distinção entre o pecado e o pecador. Entre meus paradigmas e os dos meus irmãos. Pois somente assim, teremos condições de acolher o pecador, caminhar com ele e ajudá-lo a se desfazer dos seus pecados. E mais, convivermos em irmandade.

E você hoje, faz parte de qual grupo, dos outsiders ou dos insiders?

 
Cristão High-Tech
Ivan Tadeu Panicio Junior
Não há como negar que a sociedade é mutante, e uma das grandes mutações presentes é a tecnologia do mundo virtual. Todos os dias surgem novas ferramentas tecnológicas que nos coagem ao aprendizado para não cairmos no descrédito. Não saber o última informação é ser ultrapassado, arcaico e outras “coizistas” mais. Nossos adolescentes sabem muito mais do mundo virtual do que a boa maioria dos pais. Passam horas na frente da “telinha” e estão conectados com o mundo. Junto com eles mais alguns milhões de internaltas da rede mundial de computadores.

Para que você esteja incluído na rede, basta ter um perfil no orkut, no facebook, blog ou site. Alguns gostam outros não, alguns se encerem, mas há quem repudie. No entanto, uma verdade inegável é que existe uma sociedade virtual, um mundo virtual ainda não alcançado pelo evangelho. Quem sabe hoje poderemos parafrasear o evangelista John Wesley e dizer: “O mundo virtual é a minha paróquia”.
Além do que, as ferramentas de rede social são ótimas para disseminação de idéias, valores e atitudes, inclusive o evangelho. Com elas é possível desenvolver o “Buzz Marketing” (Marketing viral) divulgando Pessoas Físicas e Jurídicas, Ministérios de Igrejas etc. É comum milhares ouvirem músicas, pregações e até assistirem cultos pela internet.

O fenômeno que se percebe é que há um agrupamento de interesses mútuos. O público que “freqüenta” as mesmas páginas que você, indubitavelmente, possue os mesmo interesses, gerando um vínculo, e isso gera uma rede que é chamada de SMO (Social Media Optimization) que nada mais é que uma ferramenta de gerar publicidade por meio das mídias sociais.

Algo importante de se observar é que o SMO é um sistema PULL Marketing (puxado pelo usuário) e não PUSH (empurrado), entendendo que nada pode ser forçado na rede, lembrando que boa parte da sociedade é líquida, não quer se prender a nada e a ninguém, tão somente a sua livre escolha. Para isso o atrativo é a arma do negócio.

Bem, o texto bíblico da Daniel já nos orientava sobre este evento da tecnologia, a profecia se cumpriu e estamos a cada dia mais perto da segunda volta de Cristo.
Podemos simplesmente fazer de conta que nada está acontecendo e não nos envolver porque existe muita sujeira neste meio e pecarmos por omissão. Ou podemos ser desafiados a sair da platéia que simplesmente reclama, vaia e aponta erros, e entrarmos no palco da história, desafiados pelas mudanças e tentarmos mostrando diferença de forma sábia e prudente, para realizarmos com eficácia a grande comissão. Vida poderão ser transformadas por uma atitude sua. Tudo com moderação, discernimento e sabedoria, obteremos bom resultados.

A escolha é sua, mas o resultado será nosso.
 
A pedagogia do Natal - Lucas 2:1-20
Ivan Tadeu Panicio Junior
Estamos no findar de mais um ano. Chegamos trazendo em nossas bagagens algumas tristezas, mas também alegrias. Momento de se fazer uma reflexão do ano que se passou e de um novo projeto de vida para o ano que logo se inicia. No entanto, para que este processo não se minimize em algo frenético e volúvel, proponho uma breve reflexão sobre a importância do Natal. Num ato de garimpagem, buscando extrair ricas lições do texto ora escolhido, analisemos estas palavras que referem-se ao nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

1º Verdade – Que existem pessoas cheias de muitas coisas a ponto de não ter lugar para Jesus nascer (v7)
Vivemos em um mundo materialista, onde se ama as coisas e se usa as pessoas. Consequentemente, desencadeia-se a busca de muitos bens a ponto de não terem espaço para Deus nos seus corações. Aprendemos aqui, a necessidade de termos um coração sensível para Jesus.

2º Verdade - Que mesmo com a grande gama de resistência das pessoas, Jesus ainda consegue nascer nos corações abertos (v7)
Mesmo diante das hospedarias cheias, Jesus encontrou um local humilde e simples para nascer. E hoje em dia, este fato continua acontecendo, mesmo diante de uma humanidade abarrotada do materialismo e busca de seu bel prazer, Jesus ainda encontra corações humildes, dispostos a deixá-lo nascer.

3º Verdade - Que é tempo de vigiar como os pastores (v8)
E assim foram cheios da Glória de Deus, pois estavam atentos aos sinais do Filho de Deus. Muitos são os sinais que revelam as maravilhas do Menino Jesus e a sua Palavra. Aprendemos que Jesus continua de manifestando e comunicando com seu povo.

4º Verdade - Que Jesus nasceu à noite, quando menos esperavam
Entendemos que o tempo que vivemos é de densas trevas espirituais, onde a sociedade vive na escuridão com seu entendimento entenebrecido, porém, mesmo diante desta cruel realidade, Jesus ainda deseja nascer nos corações. No entanto, ele retornará como ladrão, quando menos esperam. Não deixe que as negras nuvens do pecado seguem seus olhos de enxergar Jesus

5º Verdade - Que Jesus foi agasalhado com panos, para revelar que o importante é o tesouro interior, não o exterior (v7)
Jesus não deixou de ser Filho de Deus, por vestir-se de forma simples. Assim, aprendamos a valorizar os valores espirituais em detrimentos dos terrenos. Visando tudo que é santo e abominando tudo que é profano. Se você não tem o bem material que tanto deseja, isso não te faz inferior a ninguém, desde que, obtenha o maior tesouro, Jesus.

6º Que é tempo de ofertarmos as primícias para Jesus (Mt 2.11)
· Ouro=Bens; (coloquemos nossos bens a disposição de Deus e da sua obra)
· Incenso= oração, adoração; (não nos esqueçamos da vida de oração e adoração e tanto glorifica a Deus)
· Mirra= sacrifício de uma vida santificada; (paguemos o preço que for, para nos mantermos em santidade e comunhão com Deus. Deus almeja levantar vozes proféticas para este século).

Os magos deram um grande exemplo, trouxeram:
· Ouro, Incenso e Mirra.

7º Que é tempo de louvar a Deus (v13 e v20)
· Os magos do oriente vieram o Adorar (Mt 2.2 e 11);
· Os anjos os louvaram (Lc 2.10-11);
· Os pastores o louvaram (Lc 2.20);
· Simeão agradeceu a Deus por ter visto o Salvador (Lc 2.29-30);
· Ana deu graças a Deus pelo menino (Lc 2.38);

8º Que Jesus nasceu em Belém (v15)
· Ele nasceu em Belém, porque Belém (significa) “casa do pão”.
· Ele nasceu em Belém, porque é o Pão da Vida.
· Ele nasceu em Belém, porque veio para saciar o faminto.
· Ele nasceu em Belém, para nos servir a mesa do banquete.
João 6:33 “Porque o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo.
João 6:35 “E Jesus lhes disse: Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome, e quem crê em mim nunca terá sede”;

9º Que o nascimento de Jesus é um divisor de águas.
· Indiscutivelmente, quando atentamos para o calendário, percebemos este divisor de águas. O antes e depois de Jesus.
· Percebemos também, que na vida de quem Jesus nasce, há uma transformação plena e definitiva;
· E que ninguém pode negar, a importância do Cristo na História;

10º Jesus nos ensina que:
1. Seu nascimento é uma lição de humildade
2. Sua vida é uma lição de amor altruísta
3. Sua morte é uma lição de sacrifício abnegado
4. Sua história é uma lição de modelo no tempo e na eternidade;
11º Jesus numa manjedoura (estábulo) nos faz reconhecer (v16)
1° Que sem Deus a vida cheira mal;
2º Que mesmo nascendo entre animais, não tornou-se semelhante a eles;
3º Que Jesus nos ama, a ponto de passar o que passou;
4° Que nós só achamos significado para nossas vidas em Deus. Seres insignificantes se tornam significativos.
5º Que saber essas coisas não traz nenhum benefício para mim, a não ser que Jesus possa nascer e renascer em meu coração todos os dias da minha vida.
6º Que cabe a mim e a você fazer dos locais que nós nascemos ou vivemos, o melhor possível, mesmo que este ambiente pareça nefasto.
7º Que Ele desceu a terra para que pudéssemos subir ao céu; que Ele nasceu na manjedoura para nos fazer herdar a eternidade; que Ele se fez homem para que pudéssemos habitar com o Pai; que despiu-se da glória, para que pudéssemos recebê-la; que habitou entre o mau cheiro, para que tivéssemos o aroma suave de Cristo e para que soubéssemos que independente do ambiente e das condições que estamos hoje (assim como ele esteve um dia), temos uma promessa para toda a eternidade de vida e paz.

Faça deste Natal, mais que uma data comercial, mas uma oportunidade de valorizar as dádivas de Deus na sua vida, especialmente a dádiva da família e guardá-las no coração (v19). Fale palavras amáveis, conceda um abraço ou expresse seu carinho por meio de um telefonema, pois Cristo, através deste ato, poderá nascer nos corações de seus entes queridos, nesta data de Natal.

Desejo um abençoadíssimo nascimento de Jesus, à todos os amados irmãos.

 
O Cristão e a Síndrome de Burnout!
Ivan Tadeu Panicio Junior

Talvez você esteja se perguntando, sobre o que se trata este artigo. E se há alguma aplicabilidade em sua vida. Eu, recomendo que você leia atentamente este conteúdo, pois é bem possível que venha necessitar destas informações para sua saúde integral e/ou de seus parentes e amigos. Aqui estaremos informando sobre a temática de forma muito superficial, mas você poderá se aprofundar e conhecer melhor para seu próprio benefício.

1. Conceito

A associação entre condições de trabalho e ocorrência de doenças físicas e transtornos mentais vem sendo mais estudada a partir da segunda metade do século XX, mas o reconhecimento clínico de tal relação é pequeno. O burnout, ou síndrome do esgotamento profissional, tem sido alvo de estudos de prevalência, análises da validade de constructo, identificação de fatores de risco ou de proteção e objeto de matérias na imprensa. Na literatura médica, tem ocupado espaço fora da psiquiatria, particularmente na medicina ocupacional, psicossomática e clínica médica. Estudos de prevalência com profissionais de saúde mostram taxas de burnout variando entre 30 e 47%. A taxa de burnout na população de trabalhadores da Finlândia chegou a 27,6%. No Brasil, a ocorrência se encontra na faixa de 10%. Por definição, burnout é uma condição de sofrimento psíquico relacionada ao trabalho. Está associado com alterações fisiológicas decorrentes do estresse10 (maior risco de infecções, alterações neuroendócrinas do eixo hipotalâmico-hipofisário-adrenal, hiperlipidemia, hiperglicemia e aumento do risco cardiovascular), abuso de álcool e substâncias, risco de suicídio e transtornos ansiosos e depressivos, além de implicações socioeconômicas (absenteísmo, abandono de especialidade, queda de produtividade). Entretanto, não consta nas classificações psiquiátricas. [grifo meu] (VIEIRA, Isabela, 2006)

Bem, a Síndrome de Burnout é um termo psicológico que descreve o estado de exaustão prolongada e diminuição de interesse, especialmente em relação ao trabalho. O termo burnout é uma composição de burn=queima e out=exterior, sugerindo assim que a pessoa com esse tipo de estresse consome-se física e emocionalmente, passando a apresentar um comportamento agressivo e irritadiço. O "burnout", seria uma espécie de combustão completa, sensação de exaustão da pessoa acometida. É uma experiência individual específica do contexto do trabalho”. Este comportamento é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade são mais susceptíveis a adquirir a síndrome. Para que fique mais claro venremos alguns sintomas da doença.

2. Sintomatologia do Burnout

Relevante é lembrar que esta doença está relacionada na lista de doenças profissionais, como cita Isabela Vieira: “A síndrome do esgotamento profissional integra a Lista de Doenças Profissionais e Relacionadas ao Trabalho (Ministério da Saúde, Portaria nº 1339/1999). Está classificada sob o código Z73.0 (Classificação Internacional de Doenças, 10ª revisão - CID-10), como problema que leva ao contato com serviços de saúde”. Observaremos então possíveis sintomas gerados em uma pessoa hospedeira da síndrome, que elucidaram o que desejamos explicar.

Físicos
- Fadiga constante e progressiva;
- Distúrbios do sono;
- Dores musculares;
- Cefaléia, enxaquecas;
- Perturbações gastrintestinais;
- Imunodeficiência;
- Transtornos cardiovasculares;
- Distúrbios do sistema respiratório;
- Disfunções sexuais.

Psíquicos
- Falta de concentração;
- Alterações de memória;
- Sentimento de alienação;
- Impaciência;
- Sentimento de insuficiência;
- Baixa auto-estima;
- Sentimento de solidão;
- Depressão;
- Desconfiança, paranóia.

Conseqüências
- Negligência ou excesso de escrúpulos;
- Irritabilidade;
- Incremento da agressividade;
- Incapacidade para relaxar;
- Dificuldade na aceitação de mudanças;
- Perda de iniciativa;
- Comportamento de alto risco;
- Suicídio;

Comportamentos Defensivos
- Tendência ao isolamento;
- Sentimento de onipotência;
- Perda do interesse pelo trabalho e pelo lazer;
- Absenteísmo (falta de assiduidade);
- Ironia e cinismo;

3. Contexto
Essa síndrome acomete normalmente profissionais que desenvolvem uma relação constante e direta com outras pessoas. De forma geral, ela é considerada a doença de quem ajuda (médicos, enfermeiros, professores, assistentes sociais, comerciários, atendentes públicos), mas destaco que pode muito bem ser fixada em pastores, líderes de departamentos, conselheiros, cristãos em geral que desempenham uma função junto a comunidade. Tenho conhecimento de psicólogos cristãos que estão atendendo pastores, líderes religiosos por motivos relacionados a burnout, que na verdade desconheciam a existência de tal fenômeno.
Mas, segundo estudos mais avançados, foi possível detectar a existência da síndrome também em outros profissionais, que devido seu trabalho mais técnico e metodológico, são exigidos e cobrados de forma mais intensa, e ao passar do tempo podem desenvolver a Síndrome de Burnout.
Interessante entendermos que a Síndrome de burnout, não escolhe classe, raça, religião, hierarquia etc; por isso existe necessidade de todos tomarem ciência dela para que os mais altos escalões de uma empresa, sociedade e demais sejam cuidados, como os de mão-de-obra mais forçada, “chão de fábrica”, pois o desenvolvimento de uma pessoa com a síndrome é prejudicado, reduzido, gerando prejuizos à todos, como ocorre da mesma forma no ambiente de uma comunidade sem fins lucrativos.
Um dos fatores que contribuem para o aparecimento da síndrome, é a falta de autonomia no trabalho, problemas relacionais com seus superiores, problemas de relacionamento com os colegas de trabalho, família, enfim, um sentimento de falta de cooperação da outra parte. Também acontece esta síndrome entre os estudantes, nos anos finais de escolaridade básica e nível superior, mas a classe que aparentemente predomina o ranking é a dos médicos. De acordo com um estudo recente no Psychological Reports, nada menos que 40% dos médicos apresentavam altos níveis de burnout.
4. Prevenção do Burnout

Poderíamos dizer que baseado nas informações acima explícitas, cada qual poderá avaliar-se para assim saber se está sofrendo deste mau, já que a ignorância referente a esta síndrome tem levado muitas pessoas a conseqüências mais danosas e caso detecte sintomas de estresse na sua carreira busque ajuda o mais rápido possível.

4. 1 Prevenção ou restauração proveniente de Deus.

Bem, sabemos que ninguém conhece melhor o ser humano do que o próprio Deus que o criou, formou-o de barro e constitui-o de toda a sua complexa composição bio-psíquico-social-espiritual. Tendo essa convicção, podemos diariamente recorrer a Ele, para que alcancemos cura, renovo e restauração para nossas necessidades. Podemos dizer como o salmista em Salmos 42.11: “Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face, e o meu Deus”.

Acredite, nós temos um “plano de saúde particular”, um plano “B” de saída nas horas mais difíceis, um socorro bem presente na hora da tribulação. O próprio Deus se encarrega de cuidar de seus filhos, de aliviar a sua alma cansada do estresse diário, da sobre carga exigida nas empresas, de restabelecer a saúde gasta nos relacionamentos cotidianos e renovar as forças esvaídas.

Podemos também exercer o método terapêutico de I Pedro 5.7: “Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”, que será muito eficaz e trará a cura necessária para a alma enferma (cabe deixar uma ressalva que existem casos específicos que precisam de uma intervenção clínica por meio de um profissional). Recorrendo a um terapeuta ele ouvirá nossa problemática, nos auxiliará na busca das possíveis respostas, nos ajudará a analisá-lo pelos diversos ângulos possíveis e depois nos encorajará a que resolvamos por nós mesmos - esse é um dos papéis da psicoterapia (de forma muito simplificada, é claro).

Recorrendo a um terapeuta, por exemplo, ele ouvirá nossa problemática, nos auxiliará na busca das possíveis respostas, nos ajudará a analisá-lo pelos diversos ângulos possíveis e depois nos encorajará a que resolvamos por nós mesmos - esse é um dos papéis da psicoterapia (de forma muito simplista, é claro).

Mas pelo texto Bíblico, o Apóstolo Pedro está dizendo para que lancemos, joguemos, deixemos nossas angústias, ansiedades, nas mãos de Jesus, pois é Ele quem tem cuidado de nós, desde o nosso nascimento. Quando lançamos sobre Ele nossas necessidades, Ele não nos devolverá o problema, pelo contrário, fará o melhor para cada um dos filhos seus e como o próprio Cristo disse em João 14 “Não turbe o vosso coração...”.

Então, pare um momento! Será que você não está cansado? Sobre-carregado? Precisando de um alívio? Ore neste momento, lance sobre Cristo a sua necessidade, seus desgostos, suas decepções, suas amarguras, seus limites, suas fraquezas, já que Ele mesmo disse em Mateus 11.28: “Vinde a mim, todos vós, que estais cansados e sobre carregados, e eu vos aliviarei”. É promessa, e Ele cumprirá todas elas em nossa vida.

Deus continue abençoando sua vida em todos os aspectos e dimensões possíveis e que você não seja pego de surpresa pela síndrome de Burnout, mas antes se aproxime de Deus, o maior e melhor terapeuta desde a eternidade.

Saiba mais: Referências

VIEIRA, Isabela et al . Burnout in psychiatric practice: a case report. Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul., Porto Alegre, v. 28, n. 3, 2006. Disponível em www.scielo.br/scielo.php. Acesso em: 04 Junho 2007. Pré-publicação.

WIKÍPÉDIA, a enciclopédia livre. Publicação Web. Disponível vem: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Burnout. Acesso em: 01 junho 2007.

 

Não fuja, seja resiliente!
Ivan Tadeu Panicio Junior

Dias atrás, escrevi um artigo falando sobre a Pedagogia da Resiliência. Neste, explicávamos sobre o conceito da palavra resiliência e uma breve aplicação pessoal. Agora, gostaríamos de aprofundar um pouco mais o diálogo.

É possível ouvir por vários meios de comunicação, mensagens de que Deus vai te livrar, que Deus vai te dar, que Deus vai derrotar o inimigo, que Deus vai, que Deus vai...

No entanto, se pararmos para analisar este conteúdo a luz da Palavra de Deus, veremos que Deus quer sim nos abençoar, mas não trabalha na lógica humana e seus pensamentos são mais altos que os nossos (Is 58.8-9). Portanto, mesmo diante das dificuldades da vida e nossa ânsia pela solução, Deus tem seus propósitos. O próprio Cristo padeceu as agruras das aflições (Mt 26.42) e não encontro nenhum personagem bíblico que não tenha passado por dificuldades. Pois é na aflição que Deus se revela como consolador (Sl 119.50); é na escassez que Deus se revela como supridor (Fl 4.19); é na fraqueza que Deus se revela como fortaleza (Sl 46.1).

C.S. Lewis disse: “Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento”.

A W Tozer acrescenta dizendo: “Dificilmente Deus usará um homem que não o tenha ferido profundamente”.

Ou seja, entendemos que por mais difícil que sejam, as dificuldades são uma realidade e nos fazem crescer. Por exemplo, leia esta história:

Certo dia, Deus aparece para um jovem e lhe dá uma missão. Ele deveria ficar empurrando uma grande pedra, bem maior que ele. O jovem, feliz pela missão recebida, ficara realizando a missão. Mas passado alguns dias, o inimigo se apresenta e começa persuadi-lo a desistir dizendo: Você está sendo enganado por Deus; esta pedra é muito grande e nunca se moverá. O jovem animado pela missão recebida pelo próprio Deus, não lhe deu atenção. Mas passado vários dias, retornando consecutivamente para atormentá-lo, o jovem ficou convencido que estava sendo enganado por Deus, já que estava empurrando uma baita pedra que jamais se moveria do lugar. E propôs no seu coração, de na próxima oportunidade, indagar a Deus. Passado alguns dias, Deus se apresenta e pergunta se estava tudo bem. Rapidamente o jovem expõem sua indignação pela missão recebida e se justifica dizendo que o inimigo estava certo, quando lhe dissera que a pedra era grande demais para se mover do lugar. Então Deus, na sua mansidão e sabedoria, olha para o jovem e diz: Mas eu nunca disse que a pedra se moveria, simplesmente lhe falei para empurrá-la. Você não percebeu, mas no início da missão você era muito fraco, seus músculos eram reduzidos, suas pernas e braços finos e despreparados. Mas agora isso tudo mudou. Seus braços e pernas estão fortalecidos, seus músculos e nervos rígidos e sua estrutura pronta para que eu possa te colocar onde quero que você esteja.

Moral da história: quem sabe você está empurrando pedra na sua vida, e pede para que Deus lhe tire deste pedregal. Porém, se ele te tirar, você não estará preparado para o propósito que Ele tem na sua vida. Por isso, deixe Deus te tornar resiliênte, te capacitando a superar as dificuldades de cabeça erguida.

Em At 9.15-16 diz assim: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome”. Deus não falou que isentaria “Saulo” de todas as dificuldades, muito pelo contrário, que ele padeceria pelo nome do Senhor. Observamos que depois de uma longa jornada, ouvimos da boca do apóstolo “Paulo” o seguinte: Fl 4.13 “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Deus o ensinara que mais importante que estar num invólucro de proteção é estar no campo de batalha, lutando e vencendo.


Podemos aprender pelo menos quatro (4) lições básicas neste diálogo


1º Todos passaremos por várias dificuldades nesta terra.
Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jo 16:33

O próprio Jesus afirmou que passaríamos por dificuldades. O fato de aceitarmos a Cristo, não nos isenta de dificuldades. Porém, nos garante a sua companhia diante delas, nos fazendo resilientes.

2º Deus não tem o objetivo de nos isentar literalmente das aflições, mas nos ensinar por meio delas
Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Jo 17:15

Por meio das dificuldades, Deus deseja trabalhar com nossa vida, nos fortalecer e nos preparar para aquilo que tem projetado para nós. Assim foi como todos os personagens bíblicos. Porque, caso contrário, nos tiraria deste mundo e seria a maneira mais rápida e fácil (o que acontecerá um dia. Mas enquanto isso não acontece, vivamos de forma resiliênte).

3º E como eu fico sabendo se sou resiliente ou não?
Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena. Pv 24:10

Pare agora mesmo e avalie, faça uma analise introspectiva, lembrando das últimas ocasiões que enfrentou uma dificuldade. Como foi sua reação? Desesperou-se ou permaneceu firme? Como você precedeu diante da adversidade? Desistiu de tudo na hora da aflição? – Se sua conduta foi de desespero, de desorientação, de impaciência, de desistência, então você precisa de resiliência na sua vida.

Peça agora mesmo ao Senhor, que acrescente resiliência na sua vida, e que lhe conceda força para superar todas as tempestades, dizendo o mesmo que o apóstolo Paulo: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece (Fp 4:13).

4º Deus deseja que sejamos resilientes, superemos as dificuldades por meio do poder Dele.
E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. II Co 12:9

Purinton disse: “Os grandes homens vêem onde os pequenos suspiram
Dave Weinbaum: "Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço”.
Martinho Lutero: “os cristãos devem ter ombros fortes e ossos potentes
John Stott.: “A perseguição ou oposição é uma característica de cada pregador cristão verdadeiro”.

Deus prova a todos que as dificuldades são momentâneas, mas só poderam ser vencidas pelo poder da Cruz. Deus tem sim, todo o poder, para mudar toda e qualquer situação, desde que esteja em conformidade com sua soberania (Ef 3.20).

Que neste dia, você que se encontra em dificuldades, entenda que quanto mais relutar sem compreender o propósito diante disso, pior ficará. Entenda que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28) e em todas as dificuldades, somos já, mais que vencedores por meio de Cristo Jesus (Rm 8.37).

NÃO FUJA, SEJA RESILIENTE!


As crises são como dobradiças

Quem não passou por uma crise? Por mais que não gostemos, vivenciamos muitas crises em nossa vida. Cada mudança pode caracterizar uma crise. Segundo o psicanalista Freud, uma das primeiras dê-las é quando nascemos. Pois estávamos protegidos e amparados no ventre materno e de repente, somos retirados do nosso ambiente de conforto e somos obrigados a sobreviver em um mundo totalmente diferente e repleto de dificuldade. Já o filósofo Kierkegaard, entendia que a angustia do ser humano era pré-existencial, ou seja, anterior ao nascimento. Mas independente das linhas de pensamento sobre as crises, dificuldades, angustias, ou nomes variados que possam dar, certo é que precisamos aprender trabalhar melhor com esta realidade.

E cada crise pode assim como uma dobradiça, nos abrir para a vida ou nos fechar para ela. Pode nos abrir aos relacionamentos ou nos retrair. Pode nos amadurecer para vida ou nos prejudicar para ela. As reações são diversas e pessoais, relacionadas com a estrutura pessoal do ser humano. Sabendo disso, nos momentos de confronto com a crise, podemos trabalhar melhor com esta realidade, visando extrair dela algum benefício para a continuidade da vida.

Dr. Jorge Maldonado, em um livro seu, fala de algumas ferramentas para nossa vida pessoal em tempos de crise, e são elas:

A) Reflita sobre o acontecido: o que me aconteceu? Como isso me afetou?
B) Aceite a perda: o que aconteceu, aconteceu! Nada posso fazer para mudar o que passou.
C) Expresse sua dor: encontre alguém com quem possa desabafar (Busque seu Pastor ou um confiável amigo).
D) Dê a você mesmo tempo para sarar: não queira apressar o processo de recuperação(Você é humano).
E) Faça os ajustes necessários para seguir adiante: a vida não parou; vale a pena continuar vivendo!

E lembre-se do que disse o Apostolo Paulo em Romanos 8:3 ”Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou”. Porque quando disse isso, referia-se a experiência de ter passado por diversas tribulações e ter vencido pelo poder e amor que emana de Deus. Por isso, temos a plena segurança de estarmos amparados. Tendo em vista que o mesmo que governa bilhões de planetas, toda a galáxia em sincronia, o eixo da terra, os grandes astros em seus lugares, o limite do mar, a crosta terrestre, nos provê o oxigênio, etc, nos proporcionará harmonia para vivermos bem.

Pense nisso, você vencerá! Você superará! Você testemunhará a vitória recebida por Deus! Pois você é mais que vencedor em Cristo Jesus!

Ivan Tadeu - 24/04/07
Bacharelando -FEPAR
ivantadeupanicio@gmail.com
Pedagogia da Resiliência

Antes de falarmos sobre a pedagogia da resiliência, acredito ser necessário conceituar a palavra, já que trata-se de um vocabulário novo no nosso país. Vejamos:

"Resiliência é freqüentemente referida por processos que explicam a “superação” de crises e adversidades em indivíduos, grupos e organizações" (Yunes & Szymanski, 2001, Tavares, 2001).

"Por tratar-se de um conceito relativamente novo no campo da Psicologia, a resiliência vem sendo bastante discutida do ponto de vista teórico e metodológico pela comunidade científica. Alguns estudiosos reconhecem a resiliência como um fenômeno comum e presente no desenvolvimento de qualquer ser humano" (Masten, 2001)

"Resiliência é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado e devolvida quando cessa a tensão causadora duma deformação elástica” (Dicionário Aurélio-Ferreira, 1999)

Percebemos que os autores, ainda estão em busca de uma definição que seja um denominador comum, mas isso ainda não foi possível, e pelo que parece a palavra ainda é uma "ilustre desconhecida". Porém, o que sabemos com certeza, é que se trata de um conceito que quer transmitir: capacidade de superação, perseverança, resistência, permanência, flexibilidade, tanto para coisas como para pessoas, como é usada nos países da Europa, nos Estados Unidos e no Canadá.

Trocando por miúdos, seria a capacidade de passar por uma situação difícil, pressão, estresse e assim mesmo, retornar ao estado normal, habitual, superando a situação de forma sadia, sem maiores conseqüências.

Mas para nós Cristãos, o que a Resiliência pode ensinar? – Ela pode ensinar o que o apostolo Paulo disse em Filipenses 4.13: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece". Ele não quis dizer que passaria só por momento de saúde, prosperidade e abundância como apregoa a Teologia da Prosperidade e certas Igrejas Neo-pentecostais. Mas que, poderia passar por todos os tipos de adversidades como fome, frio, açoites, prisões, privações, etc, e superaria tudo isso, pelo poder daquele(Deus) que o fortalecia, pelo poder de Deus que o tornava resiliênte.

Aprendemos que a vontade de Deus é que sejamos resiliêntes, que sejamos corajosos, perseverantes, constantes e jamais desistamos, já que Deus não se agrada daqueles que retrocedem(Hb 10.38). Mas para tanto, nos concede seu poder para que vençamos.

Se hoje, você estiver pensando em parar, em desistir e pensa que não vai conseguir, tome esta frase como seu lema: Deus te faz resiliênte. Deus desenvolverá resiliência em você. E depois, só restará testemunhar do poder de Deus na sua vida e das bênçãos conquistadas.

Ivan Tadeu - 24/04/07
Bacharelando -FEPAR
ivantadeupanicio@gmail.com
Quando não entendemos

O que podemos observar na história da humanidade é que, muitos fatos contribuíram para que o ser humano desenvolvesse sua faculdade do pensar. Muitos filósofos munidos da necessidade de explicar os fenômenos da natureza, ou a complexidade da mente humana entre outros, percorreram caminhos da investigação buscando provas contundentes que às comprovassem. Esta iniciativa é louvável e compreendida se analisarmos no âmbito natural. Mas tratando-se de um nível mais excelente, sublime e espiritual, o uso desta fórmula nem sempre é suficiente.

Temos que nos voltar para a realidade que o mundo tem seu curso, mas nós cristãos não somos deste mundo. Por mais que muitos procurem entender e explicar tudo, nós temos que saber que muitas coisas são mistérios de Deus em nossa vida. Sabemos sobre o plano da Salvação, das Leis, dos mandamentos em geral, mas não sabemos como Deus trabalha e nossa visa. Quem não tem uma pergunta que seja sem resposta? Quem nunca disse por que Deus? Esta é a nossa realidade, o que nos faz a cada dia depender mais de quem sabe, Deus.

Tendo como base a Bíblia Sagrada, podemos de modo muito claro observar que os homens de Deus tiveram que aprender a confiar, e crer, mesmo não vendo, mesmo não sentindo, mesmo não tendo evidências que lhe trouxessem explicações de segurança.

O patriarca Abraão foi provado no abandonar tudo e caminhar para uma terra não conhecida, mas prometida pelo seu Senhor.
Jó, também quando foi provado, não entendia, mas pelas suas declarações podemos comprovar que ele entendeu que quando andamos com Deus, não podemos ir por vista, mas pela fé, porque não podemos entender a mente do Senhor, muito menos desvendar seus mistérios, ao menos que nos explique.

Hebreus cap 11:1, o autor nos ensina como caminhar, não por vista, mas pela fé e nos versículos que decorrem o capítulo, vemos biografias de homens que remaram contra a maré, mas alcançaram uma mais excelente coroa, um mais excelente galardão.

Baseados nas Sagradas Escrituras podemos definitivamente fixar uma estaca na qual deve ser um de nossos principais fundamentos; “Deus trás a existência aquilo que não há, como se já existisse” (Rm 4:17 b).

Definitivamente proponho, que vivamos uma vida não por vista, mas crendo que Deus faz o que quer, da maneira que quer, no tempo que quer e para quem Ele quiser, sem precisar de nenhum conselho. O que nos basta é crer e confiar.

A algo que você não entende? Entregue a Ele. Há perguntas sem respostas? Espere Nele. Não consegue enxergar uma saída? Deixe a mão de Deus lhe guiar.



Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com
Ser humano e sua semelhança com o casulo

Temos uma grande semelhança com o casulo, aquele, aquele mesmo, que depois de um longo processo nas mãos da bela natureza, origina uma linda borboleta.

Nós por natureza temos nossas autodefesas, complexidades e automaticamente nos retraímos quando algo nos ameaça.

É natural que muitas vezes corramos de certas ocasiões; porque elas nos poderão causar algum dano. Esta tendência tem levado muitas pessoas a viver uma vida sem crescimento, pois quando nos recusamos a nos envolver, recusarmos a viver, deixamos de desfrutar das coisas boas com medo das más. Pois viver é compartilhar, é se envolver, é sonhar, tentar, lutar, se alegrar e muitas vezes chorar por muitas coisas, mas muitas vezes preferimos estar enclausurados em nosso mundinho egoísta( casulo), sem aceitarmos o desafio para vivermos em comunidade, que é a vontade primária de Deus para qual fomos criados.

Fomos criados para sermos gregários e não solitários, como ilhas no meio de um imenso oceano por nome, humanidade. A palavra de Deus nos esclarece facilmente em várias passagens, que esta é a divina vontade de Deus para o homem afim de que não viva só.

Somente quando buscamos coragem para aceitar o desafio de sair do casulo e encarar a vida como ela é, podemos ousar voar como as borboletas. Mas esta intenção nos acarreta conseqüências difíceis, pois começamos a percorrer uma carreira longa de transformações até que então consigamos nos libertar do casulo do egoísmo e saímos para o voou da liberdade da comunhão, rumo à felicidade.


Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com
Como barro nas mãos de Deus.

Certo dia, em um lindo jardim por nome Éden, Deus estava por iniciar toda a humanidade que nós conhecemos hoje( Gêneses).

Deus, o Criador, como descreve o livro de gênesis nos seus primeiros capítulos, forma a estrutura do ser humano com a matéria prima por nome terra e seus componentes. Deus para que pudesse nos formar teve que primeiro nos juntar do chão, depois nos amassar, entre um período e outro retirar algumas impurezas que muito nos atrapalhavam. Todavia, a cada processo desenvolvido pelo nosso Oleiro Divino, era regado com porções de muito amor e carinho.

É interessante também sabermos, que Deus deu um nome ao homem que foi “Adamah” (no original hebraico), que significa “pó da terra”, “barro” e “barro vermelho”. E que dessa palavra hebraica veio originar o que nós temos hoje, o chamado Adão em português. Algo ainda muito interessante é que “humus” (no latim) é uma palavra que significa “filhos da terra”, ou “humildade”, e nos faz entender que para sermos uma obra de arte nas mãos do Divino Oleiro precisamos ter boa quantidade de humildade em nossas vidas. A humildade é como se fosse a água que amolece o barro, facilitando ao Oleiro trabalhar com ele.

Mas, talvez você pense, que ser barro é coisa desprezível ou insignificante, sem valor algum, porém, o barro é uma matéria prima muito preciosa, hoje não se dá muita importância, pois as grandes construções, edifícios, casas, são construídas de cimento, areia, ferro, etc, porém, na época dos tempos bíblicos, barro era a matéria essencial para construir algo, como é hoje a alvenaria.

Alguém que é barro é o que é, não pensa ser mais que os outros, não se ensoberbece por suas qualidades, não é orgulhoso, nem soberbo, nem arrogante, nem presunçoso, muito menos desobediente a palavra de Deus e a autoridade constituída por Ele. Pois o barro só alcança seu ápice de importância quando está nas mãos do Oleiro, pois ali é transformado em uma linda obra de Arte, um belíssimo vaso.
No entanto, quando o oleiro começa a trabalhar com o vaso, é preciso amassar, apertar, retirar algo de nós e esse processo é muito doloroso e quem sabe você esteja passando por isso. Às vezes, o vaso se quebra na mão do oleiro, e isso nos trás uma reflexão, quem sabe você estava indo bem na vida, galgando boas experiências, boas conquistas, mas de repente, deu tudo errado, seus planos foram desfeitos, seus projetos frustrados, seu castelo foi a baixo ou seu barco veio a pique. Porém, vaso de barro (Você) na mão do Oleiro (Deus) não é desprezado, não se preocupe, quem é barro moldável e macio é reaproveitável, pois o oleiro (Deus) lhe pega e lhe refaz.

Você, com certeza, se tornará um lindo vaso de ornamento, de utilidade, feito por Deus, por isso deixe o oleiro trabalhar na sua vida.

Talvez você se pergunte: O vaso de barro serve para quê? - Você será usado para ser cheio, preenchido, completo, no qual será plantado a ROSA DE SAROM, LIRIO DOS VALES, RAIZ DE JESSÉ ou mesmo a VIDEIRA VERDADEIRA. Permita-se ser trabalhado pelas mãos do Divino oleiro, por mais que doa, é para seu bem.
Pense nisso...

Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com
O sofrimento não é tão mau assim.

Jó 5:18Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam".

Temos sido influenciados pela filosofia Hollywoodiana, onde filmes, em suas diversas cenas germinam a semente da fantasia nas mentes das pessoas, fazendo que de uma forma ainda que inconsciente, fujam da mais pura realidade.

Vejo que expressões que são intrínsecas ao ser humano são rejeitadas, devido à influência recebida. Nós normalmente fugimos da dor, do choro, das lágrimas. Todavia, são realidades inevitáveis na carreira humana, pois viver é estar disposto a se alegrar e chorar, a ganhar e perder, ter momentos de felicidade como de tristeza( Eclesiastes 3). Mas quando vemos os filmes, projetamos uma vida de repleta realização sem muito esforço e dificuldade. E me pergunto: Como nossos jovens tem reagido a esta influência? Será que não estamos sendo enganados pela ilusão do fácil, prático e imediato que só trará decepções para uma geração que busca o irreal e foge do que vê e sente.

Quando nos deparamos com nossas limitações e incapacidades, somos obrigados a reconhecer que não somos super-homens, nem mulheres maravilhas, somos obrigados a descer do pedestal, aceitar nossa humanidade, e voltarmos ao estado original preestabelecido por Deus, a sermos barros.

Mas como Deus é perfeito, Ele deixou algo que facilmente nos faz lembrar de nossa situação frágil e dependente, não que se agrade desta fórmula, mas é o meio eficaz de desmascarar nosso ego inflado.

O sofrimento é basicamente uma forma ou oportunidade que nós seres humanos temos para nos consertar, e voltarmos à posição desejada por Deus. Nossa sociedade impaciente e enferma, não pára para refletir sobre sua conduta diária, e quando estamos em meio a algum sofrimento ou até mesmo algo mais grave que nos leve a uma enfermaria, recebemos o nome de “PACIENTES”, onde voluntariamente ou não somos forçados a pacientar-se e esperar, e enquanto esperarmos refletimos e normalmente olhamos para cima, lembramos de Deus.

Não desejo fazer apologia de uma teologia do sofrimento, mas tenho pesquisado e experimentado que esta linha de pensamento além de ser real e puramente verdadeira, sabe-se que é na contemplação da alma que encontramos Deus, conforme já dizia alguns teólogos.

C. S. Lewis “Nos nossos sofrimentos Deus usa megafones”.

A W Tozer “Dificilmente Deus usará um homem que não o tenha ferido profundamente”.

A palavra de Deus diz em: Jó 5:18Porque ele faz a chaga, e ele mesmo a liga; ele fere, e as suas mãos curam".

Entendo com isto, que os momentos do silêncio do sofrimento, da angustia, das interperes da carreira cristã, podem ser usadas para nos tornar mais aguçados a ouvir a voz de Deus, que fala de forma diferenciada e objetiva aos nossos corações, que satisfaz nossas necessidades humanas, que nos consola, nos aconchega nos seus braços de Amor.
Estimulo você a não desistir se estiver passando por tempestades na sua vida, pois a maré se aquietará, e você saberá o para que passou por tudo isso.

Solo Deo Gloria


Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com
Observando os sinaleiros da Vida

"Eu, a sabedoria, habito com a prudência e disponho de conhecimentos e de conselhos”.

"Agora, pois, filhos, ouvi-me, porque felizes serão os que guardarem os meus caminhos”. Provérbios 8.12 e 32.

Quando saímos para passear nas cidades, podemos ver várias coisas, mas encontramos dentre tantas, vários sinaleiros. O sinaleiro fornece três informações diferentes: Vermelho (Proibido Avançar), Amarelo (Atenção) e Verde (Livre), com o objetivo de organizar o trânsito, de prevenir acidentes, etc.

Tenho observado que na estrada da vida da mesma forma encontramos sinalizações, que nos orientam quando podemos ou não prosseguir e nos orientam sobre os perigos do trajeto. Porém, assim como nos tráfegos automobilísticos alguns transgridem as leis e são obrigados a pagar multas, da mesma forma, nas ruas e estradas da vida, muitos não atentam para os sinais e levam as conseqüências devidas pelas suas transgressões.

Pare e pense! Quantas vezes, você estava prosseguindo por determinados caminhos e recebeu um sinal Amarelo (Atenção) e não observou o sinal e sofreu um acidente, ou, em outra oportunidade recebeu um Vermelho (Proibido avançar) e avançou e depois chorou amargamente, ou mesmo chorou por ter perdido a oportunidade de avançar livremente e conquistar grandes coisas, quando o sinal estava Verde.

Bem, se pararmos para atentar sobre a importância de observarmos os sinais que a vida nos fornece, ou seja, Deus se comunicando conosco por meio de sinais naturais com conteúdos espirituais que procedem da parte Dele, poderemos galgar sucessos e conquistas relevantes na nossa vida sem tantas conseqüências danosas, ou “multas” pelas negligências. Precisamos estar atentos às orientações do Senhor, que nos fornecem entendimento para prosseguir a carreira da fé. Muitos são os exemplos de pessoas sem rumo, sem destino, levadas pelo vento. Mas pessoas esclarecidas pelo Espírito Santo, também são guiadas por Ele. E discernem os sinais de contatos divinos.

Que Deus nos abra a cada dia o entendimento para que, de forma clara possamos ter uma vida de testemunho genuíno e de grandes conquistas. Deus te abençoe.


Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com

 

Autônomo de Deus - João 10.10

Estamos vivendo em uma época onde o homem devido seu grande conhecimento se tornou autônomo. Segundo a Universidade de Harvard-EUA, todo conhecimento acumulado até os anos 70, se multiplicaria 150 vezes mais até os anos 90. Isso veio gerar um grande crescimento na estatística de pessoas no trabalho autônomo e atividades independentes.

Porém, destaco algo profundamente prejudicial à humanidade. É que o homem diante desta autonomia toda, se tornou independente de Deus também. E Deus só pode trabalhar por aqueles que aceitam sua boa vontade, já que Deus não se interpõem nas vidas daqueles que não o permitem voluntariamente, este papel não é dele, mas de outro.

João 10.10, diz que o diabo veio para matar, roubar e destruir. Ele em primeiro lugar tenta matar sua vida, matar seus parentes, seus sonhos, seus objetivos, tudo que lhe pertence. Se não consegue, ele então parte para seu segundo plano que é roubar o que você tem, roubar o que você conquistou com tanto esforço e adquirido com muito suor, e em terceiro lugar se não pode matar, nem roubar, então ele tenta destruir o que você possui, de modo rápido ou gradativo, minando suas forças, suas esperanças, suas visões, suas motivações, suas percepções, até que um dia você percebe que tudo está destruído. Tantas pessoas destruídas, quantas famílias arrasadas, quantas empresas falidas. Por trás de tudo isso tem um mover de satanás na vida das pessoas. Será mesmo que é assim? - Digo som sobre de duvidas que sim.

Desejo explicar melhor: Isso é tão verdade que na continuação do verso que li, diz que Deus deseja que tenhamos vida e vida em abundancia, uma vida completa, vida regada de realizações, vida de Constancia, vida equilibrada. Então entendo que a vontade de Deus não é que vivamos mau, porém, só podemos conquistar o bem de Deus se estivermos com Ele, pois é a materialização absoluta da vida.

Mas como o homem se tornou independente de Deus, Deus não pode lhe proteger das investidas advindas de Satanás. O EUA, a nação que possui tanto poder monetário, bélico, cientifico, dentre outros, está sendo assolado por ataques terroristas e revoltas da natureza. Isso vem mais uma vez comprovar que a autonomia de Deus só pode gerar desgraça para todo aquele a exerce, e por mais que as aparências demonstrem uma vida piedosa, Deus conhece o cerne do coração do homem.

Nós, só somos livre no hoje. Pois o ontem já passou, o amanhã não nos foi revelado. Então hoje nós temos uma oportunidade de tentar fazer algo de diferente, algo melhor. Lhe informo a única saída para sua vida, para seu futuro, isto é, Jesus Cristo de Nazaré. Não falo de religião, nem filosofia de vida, nem de idealismo, mas uma via de comunhão com um Deus suficientemente capaz de mudar a vida mais desfacelada da existência humana, numa outra absolutamente completa, integral.


Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com

Deserto, lugar de desnudamento da alma

A nossa sociedade tem sido afligida por um vírus muito danoso. As pessoas na sua maioria têm buscado muitas roupagens e máscaras para se manterem no “sistema“, que se encontra exatamente aonde vivemos diariamente, trabalhamos, estudamos, residimos e passamos nossos momentos de lazer e descanso.
Estas roupagens e mascaras são constituídas de mecanismos de auto-preservação, auto-afirmação, auto-imagem, de ostentar uma aparência de status social, profissional, estudantil e até mesmo santidade religiosa transformando nossos relacionamentos muito superficiais e egoístas. Não são todos que fazem isso com motivações ruins, mas há quem faça, e na sua maioria são pessoas influenciadas por uma “torrente de águas” ameaçadoras que levam os menos esclarecidos para onde querem.
É no centro desta tão grande “torrente” que tem engolido a sociedade, que Deus nos proporciona encontrarmos a possibilidade de cura, quando nos deparamos com os desertos da existência humana. Nestes desertos que são situações adversas que todos nós passamos, temos a possibilidade de nos enxergar como somos de verdade, sem estes aparatos pós-modernos, pois concluímos que estes aparatos não são eficazes, nem relevantes na obtenção das soluções e muito menos no aperfeiçoamento da alma, e pelo contrário servem somente para ofuscar nossa visão nos impedindo de alcançarmos o alvo que almejamos.
Acredito que temos usufruído muito mal as nossas oportunidades de desertos ou não as temos tido na quantidade suficiente de forma que contribuam substancialmente para o aperfeiçoamento da Igreja. Creio ainda que a partir do momento que soubermos valorizar os desertos que nos levam mais próximos de nós mesmos, estaremos chegando mais próximos de Deus.


Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com

Somos dependentes!

Quando estávamos ainda informes no ventre materno, exercíamos uma relação de total dependência do organismo que nos comportava, e esse comportamento se desenvolveu para que pudéssemos sobreviver naquele período da gestação, depois de mais ou menos nove meses, nascemos e continuamos sendo dependentes dos cuidados da mãe e do pai, que de forma ímpar buscaram cumprir com seus papéis, mesmo que não suficiente na visão de muitos.
Conforme fomos crescendo a dependência dos pais foi diminuindo, mas não porque éramos auto-suficientes ou independentes, mas porque estamos até de certa forma inconscientemente projetando para outras pessoas a nossa dependência e em casos específicos até em coisas materiais.
Depois de certa idade o jovem encontra um namorado ou namorada, e nesta época sonha e faz projetos com ele (a), imaginando ter encontrado o objeto de sua dependência, o que não dá muito certo, causando frustrações logo na idade da adolescência e juventude.
E o ciclo continua, em busca do tesouro perdido, alguém que possamos depender, nos apoiar, nos assegurar, nos sentir amados, então quando casamos pensamos que achamos nosso tesouro e tudo a de ser perfeito e com final feliz, todavia as coisas não acontecem como esperamos, queremos que a pessoa amada faça tudo que gostamos, que cuide de nós, que nos sustente em todos os aspectos, que supra todas as nossas necessidades e que seja “simplesmente perfeito”, e quando enxergamos que isso não será possível, muitas vezes já estamos cobertos por um sentimento de profunda decepção e descontentamento o que muitas vezes gera separações, divórcios e tantos outros prejuízos na família.
Talvez passe pela sua cabeça: O que devemos fazer? Como evitar isso? Há uma saída? Precisamos deixar de ser dependentes, mas como? Talvez a resposta seja mais fácil do que possamos pensar. E esteja disponível e explícita nas sagradas escrituras.
Devemos projetar nossa total dependência somente a Deus. Desta forma estaremos realizando o que está no coração de Deus, SERMOS DEPENDENTES DELE.
Nós até podemos viver sem pais, companheiros, amigos ou próximos, mas sem Ele não podemos. Pois Ele é a fonte de todas as coisas...
Ele mesmo colocou esta necessidade de dependência em nós (caso contrário seriamos presunçosos e auto-suficientes), todavia nos cabe centralizar toda a energia que temos e lutarmos com grande esforço para centralizarmos Nele e somente Nele nossas necessidades, sejam elas quais forem.
Para tanto precisaremos quebrar velhos hábitos, ciclos, conceitos e outros que Ele mesmo nos esclarecerá conforme nossa história. Desta forma estaremos evitando frustrações e receberemos muitas das petições e realizaremos muitos dos sonhos que almejamos de uma forma bem mais eficiente, e segundo a vontade Dele.
Não há forma de mudarmos o que Deus fez, mas há como aprendermos com Deus a forma certa de viver, as informações estão contidas na pessoa de Jesus, nosso intercessor e ajudador, o qual nos trará luz aos caminhos escuros que trilharemos na carreira cristã.

Ivan Tadeu Panicio Jr
ivantadeupanicio@gmail.com